Cenário Nacional

Relatório Cenário Econômico Nacional – 05/10/2020

Relatório Cenário Econômico Nacional, 28/09/2020 a 02/10/2020

Cenário econômico nacional 02/10/2020
Fonte: Banco Central do Brasil

O dólar encerrou o mês de setembro em alta e o Ibov queda, ao passo que o Tesouro Selic fechou o mês negativo pela primeira vez em 18 anos.

O IGP-M encerrou o mês de setembro com uma alta de 4,34%, um aumento de 1,6% se comparado com o mês anterior de acordo com a FGV.

No cenário político, a semana foi marcada pelas discussões sobre o Renda Cidadã e o teto de gastos. O Presidente Bolsonaro discursou novamente na ONU. A proposta da “nova CPMF” foi adiada.

Política

A semana foi marcada pelas discussões sobre o Renda Cidadã e a flexibilização do teto de gastos. O Presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (01) que será mantido o teto de gastos. Com isso, na proposta do Renda Cidadã está previsto o uso de recursos precatórios e do Fundeb (Fundo de Educação Básica).

Também nesta semana, Bolsonaro discursou novamente na ONU. No discurso o Presidente voltou a afirmar que o governo está tomando frente ao desmatamento na Amazônia e no Pantanal, como a “Operação Verde Brasil 2”.

Bolsonaro reafirmou a soberania do Brasil sobre a Amazônia e complementou dizendo: “Rechaço, de forma veemente, a cobiça internacional sobre a nossa Amazônia”.

Já sobre a “nova CPMF”, até o momento a proposta não recebeu o apoio necessário na base parlamentar para a sua aprovação. De acordo com o líder do governo na Câmara, a proposta só será apresentada quando tiverem os 340 votos necessários para a sua aprovação.

Selic

O Tesouro Selic encerrou o mês de Agosto no negativo, com queda de -0,46% no título com vencimento para 2025. Essa foi a primeira baixa nos últimos 18 anos.

De acordo com o Relatório Focus, divulgado nesta semana, a expectativa é que a taxa Selic se mantenha no patamar de 2% até o final de 2020. Há um mês a projeção estava em 2,25%.

Já a projeção para a Selic no fim de 2021 permaneceu em 2,50% ao ano. No caso de 2022, a projeção permaneceu em 4,50%.

No mês de junho, ao cortar a Selic de 3,00% para 2,25% ao ano, o Copom informou que, para as próximas reuniões, “vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual.“.

IGP-M

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) encerrou o mês de setembro com uma alta de 4,34%, um aumento de 1,6% se comparado com o mês anterior de acordo com a FGV.

Com esse resultado o valor acumulado no ano está em 14,4% e o acumulado em 12 meses chegou a 17,94%, valores esses bem discrepantes dos valores oficiais da inflação praticada no país.

Este índice, comumente usado para os reajustes dos contratos de aluguéis, é composto por três subíndices, sendo eles: IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), IPC (Índice de Preços ao consumidor) e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).

Todos estes índices tiveram alta no mês de setembro o que acarretou nessa alta expressiva do IGP-M.

Inflação

O relatório Focus divulgado esta semana pelo Banco Central apresentou uma alteração no resultado do IPCA, passando de 2,05% para 2,12% neste ano. Esta é a sétima alteração apenas este ano.

Já para o próximo ano, a expectativa é de que o índice chegue a 3,02%, voltando a ficar dentro dos parâmetros e estabelecidos pela CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 4,0%, podendo variar 1,5% para mais ou para menos.

PIB

De acordo com o Banco Central, a expectativa de contração no PIB brasileiro neste ano teve uma melhora passando de -5,05% para -5,02%. Já para 2021, a expectativa se manteve em um crescimento de 3,5%.

A nova projeção considera crescimento acentuado no terceiro trimestre, influenciado pelas medidas governamentais de combate aos impactos econômicos da pandemia e pelo retorno gradual a patamares de consumo vigentes antes do período de isolamento social“, afirma o BC no relatório.

Para o último trimestre do ano, a partir de quando vigora incerteza acima da usual sobre o ritmo da recuperação, espera-se arrefecimento da taxa de crescimento, associado, em parte, à diminuição esperada de transferências de recursos extraordinários às famílias.”, complementa o relatório.

Câmbio

O dólar fechou o mês com alta de 2,52%, apesar da leve queda no último dia do mês. Já no ano, a moeda tem um acúmulo de 40,5% de alta, se comparado com o real. A moeda norte-americana fechou o mês em R$ 5,61.

De acordo com o Relatório Focus, a expectativa é de que a moeda estabilize até o final do ano, encerrando o ano em R$ 5,30.

O Ibov fechou o mês de setembro com uma queda de 4,8%, sendo este o pior desempenho desde o mês de março, no início da pandemia.

A máxima da semana foi de 98.460 pontos e a mínima foi de 93.140 pontos, fechando o mês nos 94.594, variação essa considerada alta se comparada com o mês anterior.

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